TREINAMENTO UMA IMPORTANTE FERRAMENTA NO CONTROLE DE PRAGAS
Durante a implantação de um Programa de Controle Integrado de Pragas um dos aspectos que necessita ser focado é o treinamento, tanto dos profissionais que prestam serviços quanto dos colaboradores/usuários do Programa.
A sigla CIP (Controle INTEGRADO de Pragas) indica integração de ações o que quer dizer que o Programa depende da colaboração de vários setores e de várias ações para ser implementado.
O comprometimento das pessoas que se beneficiam desse Programa é de fundamental importância.
Além disso, os colaboradores precisam conhecer o programa implantado, as rotinas de trabalho e a documentação, se houver. É necessário um treinamento para estimular e orientar as pessoas a lidar com essa documentação, preencher campos nos casos em que isso for necessário e entender os benefícios obtidos com as informações geradas.
O Treinamento desses colaboradores passa a ser um ponto de destaque do Programa e que pode colaborar tanto para o seu sucesso quanto para o seu fracasso. Comunicação é a tônica e nesse tipo de prestação de serviços é o elo entre o prestador e o cliente.

Se os colaboradores estão mal treinados e não entendem o Programa e suas prioridades e objetivos eles tendem a criticar e muitas vezes, atrapalhar. O ideal é que as pessoas que vão receber e usufruir o serviço estejam sintonizadas com essas informações de tal forma que elas possam assim, passar a colaborar, ao invés de causar impedimentos inconseqüentes. Um exemplo claro dessa rotina é a manutenção dos equipamentos usados para armazenar iscas para roedores. É fato comum observarmos muitos desses equipamentos destruídos, danificados e até desaparecidos. Existem situações em que, em função de uma pequena obra no local, o usuário remove os equipamentos e acaba deixando a área desguarnecida por alguns dias, sem notificar a empresa prestadora de serviços. A mudança desses aparelhos de um lugar para o outro também pode ser prejudicial ao processo mascarando os dados obtidos.

Um outro exemplo mais do que freqüente é a remoção das iscas colocadas nas estações fixas. Essa atitude é, muitas vezes uma conseqüência da falta de treinamento e envolvimento dos colaboradores. As equipes que atuam no campo são abordadas por pessoas que narram os seus problemas com roedores e procuram, dessa forma, obter pequenas amostras de raticida, que julgam ser a solução de seus problemas. Na verdade, como essas pessoas não têm todas as informações referentes ao controle de roedores, acabam se sentindo desprestigiados quando a equipe de técnicos se nega a fornecer a “amostra” de raticida solicitada e, não raro, retiram das estações de isca essas amostras, incorrendo em riscos de intoxicação acidental, já que o uso dessas formulações, uma vez fora do local onde foram colocadas, não sofrem mais nenhum tipo de controle.
As empresas que investiram e ainda investem em treinamentos costumam ser bem sucedidas e recebem dividendos na forma de redução de problemas com pragas urbanas. Os colaboradores também passam a ter uma visão da empresa para que trabalham como mais responsável e mais atenta à segurança de seus produtos, valorizando o trabalho de seus colaboradores.
O tempo investido em treinamento precisa ser melhor avaliado em termos de impactos positivos na empresa e, com certeza, é sinônimo de lucros certos.
Lucia Schüller - Bióloga e Mestre em Saúde Pública
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5/2/2026